terça-feira, 17 de maio de 2016
Vamos Dialogar!
Diálogo?
Sou anti-social
Comigo só monologo
Falando em um mundo virtual
Acabo doando meu eu espiritual
Liberto as energias
Falo com a parede na esperança que me ouça
Parto a loiça com tanta revolta guardada cá dentro
Sou neutro
Não estou do lado dos rebeldes
Não estou do lado dos betos
Não me deixo levar por típicos alfabetos
Recebo qualquer um de braços abertos
Mas se desdenham
Eu digo, nem venham!
Não quero como amigos, putos armados em cultos
Não quero um tipo que diz que é meu amigo mas na volta é um inimigo que me expia
Na pia cago para para o que tu dizes
Sou anti-social
Ainda não sarei minhas cicatrizes
O meu signo dita a imperatriz
Mas é tudo tanga
É tudo puro chamariz
No chafariz bebo água azeda
Ainda não chega, preciso dialogar
Mas assim do nada me ponho a divagar
Devagar se vai ao longe
Pode não ser hoje que abra os meus horizontes mas brevemente abrirei minha mente
Assim ingénuo e inocente desaguarei na nascente
A água a escorrer e as minhas ideias a correr pela minha veia
Dias depois encontro um labrego na aldeia
Um tipo que diz que quer ser meu amigo
Genial um amigo para socializar
Já não falarei para os meus botões
Terei um tipo bacano para poder desabafar
Quando o porteiro tocar à porta
Ele a abrirá por mim
Que bem que se comporta o Xavier!
Eu digo: senta! E ele se senta
Representa obediência e fidelidade
O facto de o encontrar talvez tenha sido casualidade
A data de validade desta relação Anti-social/Xavier
Essa só irá expirar quando nós assim o ditarmos
Vamos viajar, vamos as mágoas desafogar
Vamos dialogar!
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