terça-feira, 3 de maio de 2016
Meu habitat
Adoro o local onde moro
Que é esse corpo que tanto venero
Mas deveras severo como o azeite
Meu enfeite meu adorno
Meu café morno acabado de sair
Essas tuas formas, fissuras
Me deixam ás voltas com tais gravuras
Minha coisa boa
Minha broa, minha sereia
Meu presente de natal
Esse sensual fio dental
Que tu usas e abusas
Quando te dão blusas aii tu nem recusas
Ai minha coisa adorável
Meu ar meu sustento
Só tu me dás amamento
Pois és uma mulher como há poucas cheia de talento de charme
Ouço ao longe uma voz chamar-me
Essa voz é tua vénus
Voz ternurenta
Pois tu és a deusa do amor
Me cura este tumor que mais pareçe um tremor
Ele abana para ele é um amor e uma cabana
É paz rapaz ou tanto faz
É amor com sabor doce ou insosso
É cão que não larga o osso não desgruda
Não muda é osso duro de roer
Não larga o caroço o moço
Sempre no seu corpo
No corpo de vénus
Na mama na perna no ânus
Não larga a fruta
Só disfruta o puto
Como um rato num aqueduto
Com a sua ratoeira
Á espera de sua sopeira do seu queijo
Tal como do seu beijo
O local prererido onde mora
A sua amora a sua musa
Que excitação no pobre acusa
A reclusa da sua vida
O recluso de seu coração
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