quarta-feira, 11 de maio de 2016

Rimando contra a maré


Bato contra a maré
O choque é tremendo
Nem me consigo por de pé
Mais tarde a andar vou aprendendo
Com calma vou dando passos em enormes compassos
A ajuda é preciosa, é uma mais valia
Logo vou aprendendo a não ter medo
Vou de frente contra o meu ponto fraco
Essa maré que não perdoa
Hoje em ralé planeando juntamento contra mim
Não é lagoa, é uma maré que eu constantemente luto
Luto sem esperança
Vou de um para um
Miro a bandeira
Encaro a maré já com pouca fé
Me atiro num ultimo suspiro
Fico ali estendido sem receber auxílio
Sinto meu corpo morto
Sinto-me em uma estação sem porto, de abrigo...
O perigo espreita
No fundo do mar um corpo todo torto que não se endireita
Sem forças se deita abraçado nas profundidades do mar
A maré com ar glorioso
Assistindo ao cenário penoso
Era eu contra milhares de ondas
Sem deus para incutir em mim fé
Era apenas eu rimando contra a maré

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