terça-feira, 17 de maio de 2016
Urgente sonhar!
Errar é humano
Levamos a vida a batalhar
Levamos a vida mano a mano
Levamos a vida a falhar
Vemos o barco a encalhar
Levamos a vida a culpabilizar o próximo
Levamos a vida vendo gajos com cara de parvos a olhar para o traste
Levamos a burrice de arraste
Levamos a vida a ser mazuquistas
Levamos a vida a saborear pequenas conquistas
Levamos a vida só pensando em nós, a ser egoístas
Levamos a vida a ouvir apenas uma voz, a dos comunistas
Vemos homens se matando por uma herdade que acham que lhes traz felicidade
Levamos a vida criticando a cor do outro
Levamos a vida com rancor quer pelos nossos familiares, ou pelos nossos grandes pilares que nos acompanharam na vida passada e no presente
Levamos a vida num choro eminente
Levamos a vida a julgar, a promulgar histórias pouco crediveis
Levamos a vida a mencionar a palavra de deus em vão
Contado só visto!
Levamos a vida a ler negligênciando as didadscálias
Levamos a vida com medo das represálias
Levamos a vida sob anomalias
Levamos a vida acariciando rosáceas
Mas atos nada!
Os actos acabam do outro lado da estrada
Levamos a vida preocupados com as opiniões alheias
Criticam sem ideias construtivas
Ofensas destrutivas, por sinal negativas de nascença
Sem liçença para serem lançadas
Por outras palavras, um verme que não se aguenta em pé
Levamos a vida a descriminar e a congeminar os mais fracos
Levamos a vida a comandar os bonecos nos matrecos
Levamos a vida a enfiar a carapuça
Levamos a vida com a mania da perseguição
Para qualquer lugar que vão acham que também estamos a ir na mesma direçção
Levamos a vida rezando na igreja pedindo perdão pelos nossos pecados
Levamos a vida obececados pela imagem
Olhamos vezes sem conta no espelho
Aquele fedelho que só aponta os nossos defeitos
Para todos os efeitos levamos a vida com trabalhos refeitos tudo por confundir alhos com bugalhos
Levamos a vida a ir pelo caminho mais fácil, por atalhos
Levamos a vida a observar o jovem que almeja a vida eterna de bandeja
Levamos a vida numa amargura extrema ao ponto de deixar a alma enferma
Congelamos o esperma, vivemos na berma da estrada esperando alguém que nos faça uma visita guiada quem sabe pela enseada
A força suprema que não encaixa no meu peito
Que profere palavras descomedidas sem tino
Não sei qual será meu destino..
Mas sei que foi repentino este mar de lágrimas
Dou por mim a chorar baba e ranho
Junto com o meu choro vem todo o rebanho
Me acompanham nestas lágrimas de que não têm fim
Levamos a vida a chorar como uma criança acabada de nascer
Uma criança a que foi roubada o doce, a compota e que agora está na banca rota
Levamos a vida com a harmonia em pura antonimia
Levamos a vida com o conceito bigamia e com o cornudo deliberando a palavra mamma mia
Levamos para com a vida uma notória falta de quimica
Levamos a vida em eristica
O que é mais importante a metafisica ou a lirica pobre e rica?
Levamos a vida em pura discordância
Os meus horizontes não colidem com as tuas fontes
Não são plausiveis, não têm conteúdo
Contudo cada vez que viajo me confundo em um mundo falso á partida
Uma realidade advertida
Dizem que é divertida
É falsa tal como o estilo de valsa
Movimentos tentadores mas enganadores
Massacram a minha vista
Castigam e fadigam o meu ar agora pálido bem inválido, minha cintura para baixo em cadeira de rodas
Homem cheio de nódoas negras
Levo a minha vida sendo chicoteado pelo meu enteado
Não é prateado seu rosto, é escuro!
Não me sinto seguro no meado de dezembro
Não me sinto culto não tenho bases para tal
Sou vidro que quebra como pedra, sou fraco!
Neste mundo em que hoje me sinto opaco
Enfiei o saco, me acusei e caí num poço sem fundo
No recanto mais profundo do buraco peço perdão
Mas deus me fecha a tampa
A campa está a minha espera
Não! eu é que espero a primavera, que se vêm a tornar uma quimera
Se dá uma nova era
Me faço á estrada
Juntei os pedaços, os poucos que restavam
Uni os traços que antes rastejavam a custo
Desenhei um final feliz, antes infeliz
Mas hoje recriei minha história
Agarrei o microfone e cantei sem autotune
Sou jupiter, planeta distante
De reluzir constante
No espaço não tenho o teu regaço
Tenho pouca vida
Estou no limiar, no fim da linha
Peço uma estrelinha perto de mim
Que me aconchegue e retire o medo de partir deste mundo
E da mesma forma eu me erga e seja pelo senhor um martir
Mas enquanto não partir, meu senhor te ofereço meu ultimo presente
Uma carta com a seguinte frase escrita
Somos gente, urgente é, levar a vida a sonhar!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário