Quero fugir de um senhor Esse senhor chama-se de amor Aquele a quem o coração me prende Mas não julguem que ele facilmente se rende Quero fugir de um senhor Esse senhor chama-se de amor O mesmo que se julga inteligente Até porque não é qualquer um que se pode chamar de gente Quero fugir de um senhor Esse senhor chama-se de amor Não muito contente Sabe que dos dois sou eu quem mais se sente Quero fugir de um senhor Esse senhor chama-se de amor Na ficção é ele quem vence Na vida real é ele quem se surpreende
O beijo Que há muito pensava em te regalar Já não o vejo Tudo porque alguém acabou por ocupar o meu lugar Por culpa deste jogo do vou ou não vou Nem percebi que estava a perder um diamante enquanto coleccionava pedras Agora pago ao te ver de braço dado com ele Acredita que a minha vontade é de desaparecer Quando eu caminho pela rua vejo o amor no ar Quando eu caminho pela rua percebo que sou o único que não tem alguém para amar Eu não quero saber se ficam ou não a cantar vitória Eu só quero saber onde fico no meio desta história
Queres vencer? Muda a tua postura! Por muito que isso te possa doer Sabes que está mais que na altura Queres vencer? Torna-te uma pessoa adulta! Percebe que estamos sempre a aprender Que errar não é vergonha nenhuma Queres vencer? Vai à luta! Se uma vez mais deres por ti a perder Para e escuta! Queres vencer? Não te volto a fazer esta pergunta Até porque a meu ver Já sou capaz de escutar, Hip hip hurra!
Se eu não tiver o teu amor Diz-me, como posso viver? É o teu amor Que faz o meu coração bater Se eu não tiver o teu amor Eu não posso ser um senhor feliz Eu só posso ser um senhor cheio de rancor À procura daquilo que sempre quis Que a meu ver me faz ser maior que o horizonte Maior que a ponte 25 de Abril Um amor que teima em não me querer sorrir Mas se eu tiver o teu amor Hoje é o meu dia de sorte, amor Tu sabes que esperar nunca foi o meu forte, amor Por isso hoje foste certinha, amor Apareceste na minha casa bem de manhãzinha, amor Se tu soubesses a autoridade que tem a tua visita em mim Não se explica mas sente-se a cada vez que te aproximas de mim Que levas a mão ao meu interior e me dizes Se eu não tiver o teu amor Amor, a minha vida para mim não tem qualquer sabor
De novo Agi como um tolo Caí num engodo Agora, com sérias dificuldades em chegar ao topo Aos olhos do povo Um rei nunca abandona o seu posto Tu disseste, vou abrir o jogo! Mas ocultaste que o teu coração era afectuoso Tu disseste, vou abrir o jogo! Eu pus as minhas mãos no fogo Para na volta acabar morto Eu pus as minhas mãos no teu todo
No meu querido mês de Agosto O meu ser já se encontrava recomposto Pensava eu, sucedeu o oposto Essa jóia de África beijou-me o rosto Aos olhos do povo A regra é, rei morto, rei posto Quem manda é o povo Um rei nunca abandona o seu posto Tu disseste, vou abrir o jogo! Mas ocultaste que o teu coração era afectuoso Tu disseste, vou abrir o jogo! Eu pus as minhas mãos no fogo Para na volta acabar morto Eu pus as minhas mãos no teu todo Tu disseste que era só amizade Tu disseste que por muito que quisesses não tinhas outra capacidade Eu para variar fiz-te a vontade Resumindo, minha majestade Deste-me um chuto no rabo Levaste todo meu reinado a cabo Tudo isso aconteceu porque eu tive um fraco Em vez de me enfiar num buraco eu acabei por me envolver no teu abraço Com certeza não estamos colocados no mesmo saco Tu conseguiste o que eu nunca consegui que era deixar um íntimo num caco O que me leva a crer que eu não sou um homem que se apresente mas sim um rato Aos olhos do povo Um rei nunca abandona o seu posto Tu disseste, vou abrir o jogo! Mas ocultaste que o teu coração era afectuoso Tu disseste, vou abrir o jogo! Eu pus as minhas mãos no fogo Para na volta acabar morto Eu pus as minhas mãos no teu todo
Com certeza não estamos colocados no mesmo saco Tu conseguiste o que eu nunca consegui, deixar um íntimo num caco O que me leva a crer que eu não sou um homem que se apresente mas sim um rato
Para na volta acabar morto Eu pus as minhas mãos no teu todo Com certeza não estamos colocados no mesmo saco Tu conseguiste o que eu nunca consegui, deixar um íntimo num caco O que me leva a crer que eu não sou um homem que se apresente mas sim um rato
Para na volta acabar morto Eu pus as minhas mãos no teu todo
Esta é para os que dizem que todos os caminhos vão dar a Roma
Há outros caminhos
Chegou a hora de acordar do coma
Quando eu era pequenino perguntaram-me o que em grande eu queria ser
Ao contrário das outras crianças eu não sabia bem o que dizer
A meu ver, essa era uma pergunta inconveniente
O ser humano tem de estar sempre a estragar o bom ambiente
Porque não posso simplesmente viver o presente?
Vê-se mesmo que não fazem a mais pequena ideia de que eu sou um homem que nada sente
Se eu ao menos tivesse caído de pára-quedas
Eu conseguiria ter o mesmo pensamento que o dos meus colegas
De que nessa vida nem tudo é tão mau quanto parece
Lamento se sou incapaz de dar azo à liberdade
Mas é que eu tenho um fraco pela ansiedade
É por isso mesmo que a minha existência tem sido marcada por uma data de desistências
Porque eu acredito que a vida deve ser vivida de reticências
Há outros caminhos
Esta é para os que dizem que todos os caminhos vão dar a Roma
Há outros caminhos
Chegou a hora de acordar do coma
Os professores não entenderam que eu precisava de amadurecer
Eu não queria fazer uma declaração apenas por fazer
Em primeiro lugar eu tinha que experimentar
Para na volta acabar por esquentar
Vou para a natação com o objetivo de endireitar a coluna
Mas o meu coração afunda
Vou para a segurança máxima onde no simulador a única coisa que consigo é rezar o terço da nossa senhora de Fátima
Vou para o curso de línguas e humanidades para escapar das ciências exactas
De pensar que algum dia viria de malas e bagagens
É caso para dizer que eu devo estar a ter miragens
Tenho cá dentro um amor mal resolvido
Que me impede de ser bem-sucedido
Sonhar não custa nada
O meu sonho é tão real
Vou fazer-me à estrada
Tenho um ponto cardeal
Deram-me a opção de recepcionista de hotel
Opção, que não podia se ter revelado mais amarga que o fel
Há outros caminhos
Esta é para os que dizem que todos os caminhos vão dar a Roma
Há outros caminhos
Chegou a hora de acordar do coma
O que importa é não nos darmos por vencidos
Ainda que os nossos inimigos peçam para que chova
Temos que mostrar que nascemos para sermos aquecidos
Que não há chuva que seja que nos demova
Logo no primeiro dia o meu desejo era de desaparecer
Engraçado que foi isso mesmo que acabou por acontecer
A professora queria que os alunos fizessem trabalhos de grupo
Como sabem não papo grupos
Quando me reconheço ameaçado eu sou bruto
Para não bater em ninguém decidi antes bater com a porta
Voltei à estaca zero
No centro qualifica vi a minha velha professora de geografia
Foi quando me veio à mente a imagem da minha péssima caligrafia
Mais um pouco e eu estava a viver tudo de novo
Estava a dar-se o renascimento de um estorvo
João Braga - Sou eu mesmo em pele, carne e osso
À semelhança do ano anterior fiquei assentado ao fundo
Bem como, sem quaisquer tipos de assuntos
Nos dias em que vou limpar chaminés tenho os pés bem assentes na terra
O medo venceu a batalha mas não é por isso que pode ganhar a guerra
Quando parecia que já nada havia apercebi-me que ainda tinha a escrita
É quando eu digo que não valho um pataco que ela me grita
Que ao mesmo tempo a escrita me dá chapadas para eu acordar para a vida
Isso era bom se eu tivesse comigo um pouco de ânimo
Desde que me conheço que nunca me achei um homem romântico
Porque sempre que eu fico feliz acontece qualquer coisa ruim
Por alguma razão se costuma dizer que aquilo que ninguém sabe ninguém estraga
Talvez seja essa a solução para me tornar num segundo Pedro Chagas Freitas
Desejo ir para além de frases feitas
Falar algo rápido mas certeiro que não levante suspeitas
Já lá vão uns tempos em que eu era um tipo às direitas
Se repararem bem eu escrevo com aquela mão que me dá mais jeito, a esquerda
Quem sabe se não é por isso mesmo que nos dias de hoje sou um homem feito, engoli muita perda
Há outros caminhos Esta é para os que dizem que todos os caminhos vão dar a Roma Há outros caminhos Chegou a hora de acordar do coma
O essencial é não nos darmos por vencidos
Ainda que os nossos inimigos peçam para que chova
Temos que mostrar que nascemos para sermos aquecidos
Que não há chuva que seja que nos demova Se formos por outros caminhos, podemos encontrar a saída O importante é não desistirmos, tudo na vida tem uma razão de ser Se cairmos, de seguida rirmo-nos O que é para ser da gente, ninguém nos tira
Amor ferido Por favor, olha para mim quando estou a falar contigo Se não olhares, eu vou supor que me vês como um perigo É verdade que fiquei com os nervos à flor da pele quando percebi que o teu ser estava desprotegido Acho que foi o medo de te perder que me transformou num assassino Estou preparado para pagar com o castigo divino Faço tudo pelo teu sorriso Amanhã será tudo distinto daquilo que foi hoje Nessa vida não há mais nada que me enoje do que ser aquilo que não sou Para mim acabou Vou-te livrar de morte certa com um sério aviso Isto de fazerem mal às pessoas que eu amo está a dar cabo de mim Eu estou aqui Deixem-na ir Prometo-vos que se o fizerem não será mais o vosso fim Ficamos assim Eu e o meu amor, a comemorarmos o dia de são Valentim Vocês com todo meu pilim Num segundo eu posso cair Mas a seguir ter bases para subir Tanto trabalho Para no final sermos reconhecidos como a bela e a fera Não quero ser uma sombra daquilo que eu era Mas sim, o teu agasalho Tanta mudança e eis o ganho A vizinhança vê-me como um estranho Não quero ser uma sombra daquilo que eu era Mas sim, o teu agasalho
Amor ferido por favor olha para mim quando estou a falar contigo Se não olhares, eu vou supor que me vês como um perigo É verdade que fiquei com os nervos à flor da pele quando percebi que o teu ser estava desprotegido Acho que foi o medo de te perder que me transformou num assassino Estou preparado para abraçar o meu destino Tanto trabalho Por causa de uns, todos pagam Não aceito ser colocado no mesmo saco Digo isto porque em momento algum me vejo envolvido em esquemas de furtos e roubos Talvez eu seja parecido com o Robin dos bosques Roubo mas é para tirar dos ricos e dar aos pobres O que estão a fazer comigo é um exagero Já disse mil e uma vezes que o fiz por desespero Nem por sombras quero ser uma sombra daquilo que eu era Eu e o meu amor, ficamos os dois a comemorar o dia de são Valentim Vocês ficam com todo meu pilim Num segundo eu posso cair mas a seguir, ter bases para subir
Tanto trabalho Para no final sermos reconhecidos como a bela e a fera Não quero ser uma sombra daquilo que eu era Mas sim, o teu agasalho Tanta mudança e eis o ganho A vizinhança vê-me como um estranho Não quero ser uma sombra daquilo que eu era Mas sim, o teu agasalho Quando se trata de família, amigos e colegas Eu não lhes posso dar negas Quando o passado chama É preciso coragem para o enfrentar Quando se trata de família, amigos e colegas Eu não lhes posso dar negas Quando o passado chama É preciso coragem para o enfrentar
Tanto trabalho Para no final sermos reconhecidos como a bela e a fera Não quero ser uma sombra daquilo que eu era Mas sim, o teu agasalho Tanta mudança e eis o ganho A vizinhança vê-me como um estranho Não quero ser uma sombra daquilo que eu era Mas sim, o teu agasalho
Se eu quiser ir dar um passeio com ela pela ruela Eu vou-lhe dar uma apitadela! Eu vou-lhe dar uma apitadela! Só assim é que faz todo sentido Se for sozinho eu vou ficar meio perdido Deixarem-me sozinho na ruela é um perigo Não estou a dizer que é por eu ser giro ou não Mas é que eu tenho sérios problemas de orientação Só ela consegue mostrar-me a correcta direcção Então de que é que eu estou à espera? Vou já fazer uma directa Hoje não há nada de sesta! Hoje não há nada de sesta! Só se fala em festa! Só se fala em festa! Quem não se estiver a sentir bem a porta é a serventia da casa Ainda assim não me importo de ser eu a desempenhar essa tarefa Não estão mesmo a ver este meu grande sentimento de entrega Se eu quiser ir dar um passeio com ela pela ruela Eu vou dar-lhe uma apitadela! Eu vou dar-lhe uma apitadela! Porque eu sou o branquelo dela Porque ela é da opinião, se todos gostássemos do mesmo o que era feito do amarelo? Provavelmente seria mais um boneco Sem vida própria Sem luz própria Então deixem-me cantar vitória
Um de nós vai chorar Sabes porquê? Porque o amor é para ser vivido a dois Eu conheço bem o meu lugar! Só não vê quem não quer Que a mulher que ambos desejamos viu-te a ti antes de mim Que a mulher que ambos desejamos não pensou assim logo depois Porque só eu sei-lhe presentear aquilo que tu não lhe podes presentear O suficiente para entre vocês não haver mais volta a dar Eu sei acalentar o seu coração Coisa que tu não sabes Transformar noites frias de inverno Sim, num caloroso verão A cura para todos os seus males Para ela isso é de louvar Quem vai ao mar perde o seu lugar Eu soube-me afirmar Dei trela a ela aos poucos e poucos Ao contrário de ti não precisei de ir para cima dela com piropos Até porque ela sabe bem as qualidades que tem Bem como os seus defeitos Lamento desapontar mas eu e ela fomos feitos um para o outro No que depender de mim, o nosso ajuntamento será duradouro
Sou o número 13 A mim tudo me acontece Que se dane o número 7 É a mim que tudo me acontece Quando estou a comer tenho de meter um babete no pescoço como se fosse uma criança Sou o número 13 Eles dizem que é o número da bonança mas eu sou da opinião que o número 13 é o número da desgraça Porque faça o que eu faça tudo dá errado Até o meu passado que eu julgava encontrar-se morto e enterrado voltou à vida Então como querem que eu mantenha a cabeça erguida? Tenho assim a vida mal servida Tantas quedas e poucas promessas de que a vou conseguir levantar pronto para a enfrentar A quem é que eu estou a querer enganar É tanga quando digo que tenho uma série de cartas na manga Chega o serão e a coisa nem levanta A mim não me espanta Eu sou o número 13 Desde que nasci que eu percebi que estava condenado ao fracasso Só causo embaraço a todas as pessoas que se encontram ao meu redor Quem me dera ser o Cristiano Ronaldo Considerado o melhor do mundo Eu ao invés andei no judo e logo na primeira semana fui atirado ao tapete por uma miúda Não fosse o número 13, o número obscuro