terça-feira, 10 de maio de 2016

sem retorno


E agora que faço eu
Se estou no centro
Se não me concentro nem me movo
Fico com cara de parvo esperando o ano novo
Será normal? Não sinto que seja
Sinto que seja um erro dos gordos
Um jovem que planeja sonhos
Um jovem na flor da idade atentando contra a felicidade
Sem esperança que chegue a primavera
Continua como inutil percorrendo a esfera que já não espera só desespera com sua inutilidade
Não tenho culpa deus não me concedeu visibilidade
E agora que fazemos tu e eu?
Ficamos assim de costas voltadas á vida?
Diz-me porque eu já não sei
Faltaram-me as palavras
Se é que alguma vez as tive
Romeu sem julieta não sobrevive
Homem sem lupa não pode ser detective
Homem sem força é fraco
E tu agora que dizes de tudo isto?
Nem uma frase, nem uma palavra...
Nem virgula, nem travessão
Mas há algo que tu apontas um ponto final
Numa estação terminal que não têm retorno
Tentativas de prosseguir a viagem foram canceladas
Numa noite que prometia muito amor se deram as 12 badaladas
Como sempre fiquei olhando perplexo
Achei complexo agir
Preferi deixar tamanha paixão partir
Porque? Querida não sei ainda hoje penso como perdi a opurtunidade de viver um amor tão imenso... Tão sem palavras...
Sem palavras! agi como um espantalho em época de outono triste vagabundo deixado ao abandono estendido no soalho

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