sexta-feira, 13 de maio de 2016

contraforte


Pela primeira vez senti tudo á minha volta a tremer
Senti os meus braços a vibrar
Tremo por todo o lado
Tremo quando acordo e quando durmo
Então quando te vejo....
Eu tremo e tu tremes
Não sei o que temes
A pele, a epiderme, a minha pele a desfalecer
Toda a pele a sair olha os grandes filtros de calma que entram de rompante por entre as ranhuras do meu coração
Olha o que tu fazes
Em dias tremo outros temo o que pode acontecer se cair junto contigo no mesmo aquário tal como o nemo caiu
Espero não me afogar nesse mar
Espero que me possas desaugar pois estou a morrer de sede
Estou a ficar sem ar se não o tiver como posso por ti suspirar?
O tempo é nocivo, tu não ajudas em nada
Me colocas ainda mais tenso
Aplicas em mim um fogo imenso pouco denso
Custa não bater o coração quando te avisto nessa estação que foi minha grande perdição
Nem te conto, foi cá um desconforto
Pernas a bater, dentes a ranger e o sangue cada vez mais a ferver.
Isto dava um belo filme de bombeiros e mangueiras.
A veia não aguenta de tanta felicidade
Nesse contraforte tanta emoção forte
Com tanto frio talvez o teu porte ajude e acalme os meus 5 sentidos
Quero ficar abrigado neste forte dias e noites
E tu para me aqueceres com o teu peito quente com prazeres cheios de afazeres
Que me deixem extasiado e desnorteado
Vêm, me acalenta em câmara lenta
Traz pelo na venta com tantos mistérios
Espero que entres e sejas o manto que salve este santo de monsanto e portimão
Me dá a tua mão que eu corro por ti pelo corrimão
Hoje pela primeira vez parei de tremer graças ao teu ser que me deu de comer

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