segunda-feira, 9 de maio de 2016
Poluição sonora
Ao sabor do teu falar
sinto um arrepio que me impede de te escutar
O som é pertubador
É poluição sonora para os meus ouvidos
É incrivel acabar envolvido numa história de fadinhas cheias de histórias da carochinha
Que eu por mais que tente não consigo escutar
Ponho-me a pensar
O que me estás para aí a deliberar?
Esse código não consigo decifrar, sim esse código morse!
O vento me impede de ouvir a tua voz
O vento me impede de desaguar na tua foz
Ai que chatisse não consigo ouvir a tua voz nem o teu sussurrar
Não sei o que estás para aí a uivar
Não consigo te escutar, o vento me impediu de chegar a ti, ás tuas palavras alucinantes
So ouço sons arrepiantes
Só poluição sonora
Tipo o ar puro é para ser conservado
Tal como eu mereço sem preservado
Não sei o que está para mim reservado
Quero que fales mais baixo
Mas me lembro que o vento não deixou entrar esse ventinho quente
De repente o vento abranda
A mulhe chega e aconchega, fala ao meu ouvido
Me fura um timpano
Fodasse causou sequela e dano
No meu ouvido que era tão sobrano
Que vais fazer agora?
Comprar para os meus ouvidos um aparelho?
Pois o meu ouvido foi esmagado por um escaravalho
Em versão chata
Esborrachou o meu ouvido
E hoje ele não ata nem desata
Aff não se metam com as miudas nem deixem elas aproximarem a sua boca no vosso ouvido, não vão ficar para contar a história
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