sábado, 28 de maio de 2016
Palavras abulidas
Quero divulgar a poesia
Voam jornais e guardanapos com algumas mensagens escritas
Voam todas as obras anuais
As dobras voam e deixam em terra apenas pequenas sobras
Quero divulgar e difundir a poesia
Mas só faço velharias
Velharias que voam pelas romarias
Onde os senhores fazem eminentes orações
Entram por a dentro todas aquelas tralhas
Todos os rabiscos de um medíocre poeta
Expostas da forma mais humilhante
Caem no meio do chão
Os párocos pegam, levam os rabiscos e os queimam na fogueira
Pobre poeta
Pobre mensagem que não foi divulgada
Nem a chance de poder ser divagada....
Ao invés foi chassinada !
Nesse momento também um pedaço de mim morreu
Eu e aqueles rabiscos que só serviam de iscos para salvar o mundo
Não salvaram....
Não salvaram as frases, as palavras mais belas
Foram guelas!
E eu fui poeta amador
A poesia, as palavras que precisavam de ser propagadas, necessitavam um canto acolhedor
Não as levei á ribalta...
Não as escutei e hoje sinto a sua falta....
As pequenas velharias, essas mesmas patifarias
Esses trapos que não passaram de vulgares farrapos
Neste mundo da poesia
Foram negligenciados pelos padres , pela igreja
Já a palejar, Foram julgados e queimados na fogueira
Sem ao menos poderem ser lidos
Ao invés junto comigo, abolidos
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