terça-feira, 17 de maio de 2016
Predador da poesia
Sou o grande predador da poesia
Com as garras de fora, sintam pavor!
Com ar malicioso lanço as amarras
Avanço acompanhado do aroma da maresia
Atrapo a vossa mente e deixo em farrapo o vosso subconsciente
Fujam é melhor!
Pois não ficarão para contar a história
Quem me tentou enfrentar acabou por se ausentar nos mares
Está no papo, as frases se encontram apoiadas em válidas bases
Sou astro que reluz
Já sou experiente no que diz respeito a ter cadastro
Achei e matei várias presas que se diziam tão coesas à beleza da poesia
Hoje a anos-luz a bófia está longe de chegar perto da máfia
Verão essa realidade tão ansiada por um canudo
Jamais apanharão este predador insano
Insano em caçar mais e mais palavras
Insano em caçar mais e mais presas
Não importa que se escondam por entre os versos
As estrofes se encontram de braços abertos
Versos cobertos de vítimas, chamadas para a sua inevitável sina
Serem consumidos pela indubitável fera assassina
Predador Assina por baixo:
Sou eu o predador que leva toda a palavra do senhor
A reduzo a pó sem clemência, sem dó.
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