quinta-feira, 19 de maio de 2016

Crente


É de alma e coração
Que folheio todas as tuas páginas
Faço ao teu nome uma invocação
E no interior do livro faço peregrinas

Lanço um feitiço
Desligo a tua mente
Quebro o enguiço
E deslizo sem tino pelo teu ventre

Me deparo com rimas
Rimas ricas e pobres
Me deparo com o teu clima temperado
Que com meu ar derrotado me faz fechar os estores

Leio cada verso de forma instável
Em cada verso oro por uma pista do senhor
Em cada verso choro por um amor à primeira vista
Em cada verso, preservo a tua alma vulnerável


Cada versículo é um ciclo
Cada vez que te avisto é de amor e tristeza, um misto
Cada conselho é uma mais-valia para o meu currículo
E cada vez que me aninho por entre o teu seio é somente pela palavra de Cristo


Cada vez que me perco no índice
Cada vez que cerco teu apêndice
Volto a viver um amor, poetista
Voltas a viver um amor de poetisa
Pela palavra do senhor
O amor se concretiza
Acompanhado pelo profeta
Que chega enviado por deus
Para abençoar o amor: poetiza/poeta
Um amor que à anos, morreu
Hoje se reencontrou
Se perdeu por entre umas quantas páginas

O poeta avista a vitrina
Há uma poetisa perdida por entre versos
O poeta mergulhou na sua doutrina
E espalhou por entre os seus seios variados terços

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