Hoje diante da morte o jovem se curvou
Hoje não sente mais
Recordações suas o vento levou
Tal como todos os seus restos mortais
Dia de chuva
Observo pela janela
Todos com medo
Enfiam a cabeça para dentro
Têm medo de represálias
A dama se encontra no quarto
Sente a minha falta
Eu sinto a falta dela..
Tenho do outro lado da janela um homicida
Tiros se lançam ao ar
A mulher sobressaltada com os tiros sai apressada da cama
Chama pelo meu nome desesperada
A acalmo mas não a salvo desse cenário que entrei e já não posso sair
Tenho um trato a cumprir
Prometi vender a minha alma ao diabo
Vou cumprir o que prometi
Cometi um acto reprovável
Prometi ser amável como minha mais que tudo
Quebrei o pacto e Deus não dorme
Têm um desejo enorme de me fazer pagar pelos meus erros hoje notórios
Sou um zero, não quero viver por muito mais tempo
Quero vender minha alma ao diabo!
E da mesma forma que leve os pedaços que ocupam espaço neste universo
Não desejo um terço do que me desejam oferecer
Quero apenas ser levado em paz
Fechar os olhos e me auto-destruir
Quero ruir como um edifício
Desse pequeno orifício desejo partir
A mulher só chora
Em acentuado pranto
Não quer que eu me vá embora
Mas nesta vida já semeei tanto
A colheita está agora a começar
Hoje as entranhas do além vou abraçar
Hoje para com a morte o jovem se curvou
Hoje não sente mais
Recordações suas o vento levou
tal como todos os seus restos mortais
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