quarta-feira, 22 de junho de 2016
Adeus morte!
Tenho vontade de aprender
Então porque me deixo prender pelas cordas que me impossibilitam ascender?
Tenho um desejo ardente nos meus olhos
Um desejo de vencer!
Um desejo inegável de progredir
Mas cada vez que as cordas se aninham ao meu peito e se entrelaçam no cujo é nesse momento que me sinto a regredir
Não tenho conta, peso e medida na minha vida
Ter ideias...
Ter um enorme leque de vocabulário a escorrer pelas minhas veias será pedir muito?
Eu grito!
Eu agito, movido pela raiva as malditas entranhas
Eu me revolto
Eu me volto de costas para a morte
Porque não quero!
Decerto não quero passear pelo inferno de mãos dadas com essa dona
Recuso-me
Nisto sinto...sinto uma aura carregadinha de energias positivas
Pedem versos, pedem quadras, enquadradas na 1ª pessoa
Ai... me dêem!
Experimentem me passar uma caneta para a mão
Experimentem me dar uma folha em branco
E cada flanco será preenchido com o meu coração sobre a vossa vigia
Hoje me liberto desse aperto tão impertinente
Não será hoje!
Não será hoje que irei morrer
Ainda sinto o meu coração a bater
Ainda ouço os cânticos dos passarinhos
Já não sinto a morte puxar-me pelos colarinhos
Fui forte!
Dei uma nega na morte!
Hoje tenho sorte!
Estou aqui de carne e osso
Frente á vida... frente á escrita
Frente ás quadras e aos versos que provocam em mim tesão ao extremo
Abaixo morte!
Ass: Deus supremo
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