sexta-feira, 3 de junho de 2016

abraços de mãe


Acordei carente
Sonhei com um abraço teu
Que me acertou como uma flecha
E o meu coração derreteu
Acordei sensível
Não sou criança
Mas deu-me para chorar
Enfim voltei a ser um bebé
Um pobre bebé a necessitar chucha
Só tu podes por ordem
Já me tentei controlar
Mas por mais voltas que dê
Acabo fazendo algazarra da forma mais bizarra
Preciso de colo
Pega devagar
Sou frágil, e nos teus braços mais ainda
Coloca-me a chucha na boca e adormece este bebé que carece de festinhas, abraços
Aqueles tão mágicos que por magia contagiam o meu coração
Os abraços que me fazem perder o norte e a inocência de ser criança, mais uma vez refém dos abraços de mãe


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