domingo, 15 de janeiro de 2017

Querida escrita


Porque é que o talento não vem quando é preciso?
Me deixa ao relento sem vestígio de um sorriso
As minhas mãos gelam por não ter o seu alento
O meu coração resfria e é aí que meu coração deixa de bater
Tudo por não ter a frase que dê um toque de alegria
Mais um pouco, nada vai restar para contar a história
Eu era um homem cheio de ideias a escorrer por entrar as veias
O que aconteceu é que as palavras deram o baza
E eu pois claro, fiquei sem casa
Hoje durmo na rua do chão sem a sua compaixão
Cara escrita, menina dos meus olhos
Acredita que és mais do que aquilo que pensas
Vamos por de lado as ofensas
E com isso nos amar mutuamente
Ao ponto de dominar a mente um do outro
Vou escrever enquanto as minhas mãos assim o permitirem
Nem por um minuto vou deixar que te tirem de mim
Não!
A escrita é o meu eterno serão
Um reconfortante biberão
Que sem saber, vou beber
E é em sim que eu vou adormecer

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