quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Eu sou
Eu sou aquilo dou a conhecer desde o amanhecer ao anoitecer
Eu sou aquilo que sou e não aquilo que desejas que eu seja
Ainda acrescento alguns defeitos em mim para ser a cereja no topo do bolo
Eu sou igual a mim mesmo
Eu penso, logo existo!
E sou o que o espelho reflete
Não, o numeral 7 da sorte
Mas sim, o numeral 13 respetivamente do mal
Que para qualquer lado me acompanha
Eu fujo mas logo ele me apanha
Acabo desse jeito, encurralado
Porque eu sou filho do mau olhado
E até mesmo no presente
Estou sempre mas sempre ausente
Não sei bem o que me deu
Mas esse aí de cabeça no ar
Esse sou eu!
Talvez um dia ela volte ao lugar
Enquanto esse dia não chega
Vou continuar a sonhar
Eu sou aquilo que pratico no dia-a-dia
Não abdico das pessoas que me trazem alegria
Pois eu sou mesmo assim
Um petiz que faz tudo para se sentir feliz
Que dizer..
Viver amuado não faz parte de mim!
Eu sou enamorado e tarado
Mais um pouco, marado da cabeça
Ainda que não pareça
Eu sou a voz da razão
Perante um conflito de ideias
Sempre de candeias ás avessas
Sempre de pratos e travessas na mão
Eu sou malabarista
Brinco com os utensílios mas sempre com cuidado para estes não cairem estatelados no chão
E tu és a femêa que enaltece o coração deste machão
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