segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Calado


Hoje o meu calar
Deu muito que falar
A todo o minuto, a todo o segundo
Ficou por entre as bocas do mundo

Hoje a minha boca foi um túmulo
Dela não saiu nem uma única palavra
Mas ainda assim foi a ausência dela
Que deixou, água na boca da clientela


Eu fui comprar legumes e verduras
Foi aí que senti na pele muitas das suas travessuras
Eu entrei e saí de boca fechada
O meu tudo se converteu em nada

Mudo?
Soltei uma gargalhada!

As pessoas bem tentar puxar por mim
Só para que eu me ponha a desbobinar
Mas eu não sou assim
Prefiro observar
Sábe-se lá o que minha vida me pode reservar
Se á toa eu começar a falar

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