sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Não julgues um livro pela capa

Não julgues um livro pela capa
Não julgues um livro pela capa
Não julgues um livro pela capa
Não julgues um livro pela capa

Tu que estás aí desse lado
E que falas do seu visual quando és tu que usas uma capa
Mais vale estares calado!
Dizes que qualquer mulher faz o teu estilo
Deixa-me dizer-te que és um péssimo pupilo
Então do teu mestre é melhor nem falar
Quando vê um rabo de saia só sabe assobiar
Mas o amor não se fica só pelo seu exterior
Também há que ter em conta o seu interior
Vês uma mulher passear na rua
E gozas com a sua maneira de andar
Dizes que o melhor mesmo, é ela abrandar
Mas tu não sabes o que ela passou
Ou até mesmo, o caminho árduo que traçou
Se na verdade compras um livro com gravuras, no quiosque
E no fim ficas com tonturas só de observar o seu rabiosque
É porquê?
Por razões absurdas!
Imagina que as imagens não eram surdas
E do mesmo jeito, ouviam tudo o que tu dizes a seu respeito
Com certeza seria tudo, menos um amor-perfeito
Eu sei que o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita
Mas se tens a oportunidade para dar valor a frases que dão que pensar
E figuras que fazem a tua ignorância, compensar
Então nesse caso aproveita!

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