Eu falo mas ninguém me quer ouvir
Está-se tudo nas tintas para o que eu estou a sentir
Que deus afaste de mim todos aqueles que me querem ver cair
Porque para ajudar estão todos em bicos de pés, prontos para aplaudir
Eu calo-me e todos querem-me ouvir falar
Mas eu não tenho mais nada a acrescentar
Penso que já foi tudo dito há bem pouco tempo atrás
Quando eu morri de amores por ti por sorte ou por azar
Sou preso por ter cão e por não ter
Se ao menos eu pudesse voltar a nascer
Mas desta vez, sem voltar a cometer os mesmos erros do passado
Olha para mim, ouvi dizer que a esperança é a última a morrer
Tu nunca amaste alguém a pontos de te sentires inferior?
Eu já mas ninguém é mais do que ninguém do que diz respeito ao amor
Somos todos feitos da mesma matéria, o tecido do Outono, do desejo sem pudor!
Tempo em que as folhas caem e as recordações ganham maior valor

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