domingo, 25 de outubro de 2020

Somos feitos da mesma matéria dos nossos sonhos

 

Eu falo mas ninguém me quer ouvir

Está-se tudo nas tintas para o que eu estou a sentir

Que deus afaste de mim todos aqueles que me querem ver cair

Porque para ajudar estão todos em bicos de pés, prontos para aplaudir


Eu calo-me e todos querem-me ouvir falar

Mas eu não tenho mais nada a acrescentar

Penso que já foi tudo dito há bem pouco tempo atrás

Quando eu morri de amores por ti por sorte ou por azar


Sou preso por ter cão e por não ter

Se ao menos eu pudesse voltar a nascer

Mas desta vez, sem voltar a cometer os mesmos erros do passado

Olha para mim, ouvi dizer que a esperança é a última a morrer


Tu nunca amaste alguém a pontos de te sentires inferior?

Eu já mas ninguém é mais do que ninguém do que diz respeito ao amor

Somos todos feitos da mesma matéria, o tecido do Outono, do desejo sem pudor!

Tempo em que as folhas caem e as recordações ganham maior valor




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