Eu não vivo
Eu sobrevivo!
Num bairro social, competitivo
Onde sempre tento ver o lado positivo
Tenho as minhas rimas
Que são as minhas obras-primas
São elas que evitam que te deprimas
Na época de vindimas
Frequento uma escola de artes performativas
Procuro talento por todas as partes
Inspiração nos melhores parques
E tenho gratidão pelas tardes de verão mal dormidas
Tudo por culpa de um sonho
Ao qual de corpo e alma, me proponho
Mas fica difícil quando só há uma bolsa em jogo
Resta-me fazer tudo com amor e sem perder o fôlego

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