segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Sem descanso

 

A vida não vale nada
Posso ter uma zaragata com a pessoa amada na semana passada
Dias depois ser abalroado à beira da estrada
E no final ter a minha carcaça sepultada
Mesmo depois de morto
Sou alvo de falatório
Nem as minhas fotos
Escapam ao seu ódio
Quando eu estava no berço
Alguém me fez bruxedo
Deixou-me com um rosto horrendo
E isso tornou-me num ser humano muito azedo
Há vida depois da morte
Pode ser que lá eu consiga ter mais sorte
Cão que ladra não morde
Mesmo que ele me importune numa outra vida eu vou ser forte



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