quarta-feira, 6 de abril de 2016

Cérebro em desordem


O espaço fechado
É para este cérebro o acertado tributo
Com meu ar solitário e amargurado
Vivo mais um dia de luto

O espaço fechado
Com um toque triste de fado
Combina bem com minha tristeza
Com todo meu receio e incerteza


O espaço fechado
Combina tão bem com meu cérebro
Todo desligado e avariado


Quero sair desse lugar
Desse cérebro que mata lentamente
Mas eu próprio não consigo me libertar
Ele não me solta facilmente


Pois meu cérebro está traumatizado
Ele não consegue viver o presente, futuro
Apenas fica preso ao passado
Nas entranhas de um Antes obscuro


Este lugar é fechado
Eu bem tento descomprimir
Mas ele não deixa a dor partir
É um cérebro mal amado

Neste lugar fechado
Sou um eterno enclausurado
Vivido para sofrer
Este cerebro não me deixa viver
Apenas me deixa a seu malévolo prazer


Neste local fechado
Torturado e humilhado
Tendo a pagar uma quota pesada
Sem amor, mesada

Este estado me faz ser dador de dislexia
Tento aprender, ter conhecimento
Mas a dor não me deixa me asfixia
Me impede ser um ser humano com sentimento


A essa dor tento me libertar
Mas o cérebro não permite
Me sufoca até me matar
Até ao ultimo minuto, segundo
A unica palavra que me vêm á cabeça é moribundo






Nenhum comentário:

Postar um comentário