segunda-feira, 16 de março de 2020

Não paro de pensar em ti





Ontem deu-me para pensar em ti
Eu tinha sofrido um desgosto de amor peguei no telefone e disse mesmo assim
Podes não acreditar mas eu estou louco

Louco pelo teu cheiro
Louco pela tua pela tua pele
Estou a ser verdadeiro
Eu queria por-te no dedo anelar, o anel

Quando éramos da mesma turma
Lembraste que eu colocava o livro
O livro no meio, não ligavas nenhuma
O culpado era um homem feito de vidro

Que se quebra com facilidade
À mínima facada no coraçao
Não importa o género nem a idade
Se é para partir é sem compaixão

Ontem deu-me para pensar em ti
Eu tinha sofrido um desgosto de amor
Peguei no telefone e disse mesmo assim
Podes não acreditar mas eu estou louco

Quando um homem perde o juízo
Não há nada e ninguém que lhe valha
Ele é assim, quando a carne é fraca
Nós sabemos que o coração é que paga

Eram oito da manhã
A cama estava fria
Não estavas no divã
Será que algum dia foste minha
Ou tudo não passou de uma mentira
Pensava eu, pode ser que ela volte
Estava eu redondamente enganado
É o espírito libertino que lhe move

Ontem deu-me para pensar em ti
Eu tinha sofrido um desgosto de amor
Peguei no telefone e disse mesmo assim
Podes não acreditar mas eu estou louco

Ontem deu-me para pensar em ti
Eu tinha sofrido um desgosto de amor
Peguei no telefone e disse mesmo assim
Podes não acreditar mas eu estou louco





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