Essa jóia é areia demais para minha camioneta
Vai com tanta pressa, a jibóia, que nem faz a mínima ideia de que não somos de carne e osso
Caminhamos lado a lado, em linha recta
No fundo tem conhecimento de tal mas prefere ficar com a cabeça no outro mundo, típico de uma criatura de sexo feminino pouco ou nada sentimental, dura!
Eu fico tal e qual, parado a reflectir
O que houve de tão errado para nem a palavra, me dirigir?
É aí que caio na real, essa jóia é areia demais para minha camioneta
Bate-me aos pontos, a mim e aos cromos de minha estimada caderneta
É por isso que nunca na vida vou cruzar a meta, pois na verdade sou corredor com grande potencial mas tenho um grave problema mental, quando dão o tiro de partida, eu começo a correr como se não houvesse amanhã e pois claro, na recta final começo a dar as últimas, neste caso, sinais de cansaço, quando em contrapartida os demais estão a um passo do céu
Eu estou com o rabinho ao léu, razões suficientes para nunca nessa vida levantar a pontinha do véu
Essa jóia é areia demais para minha camioneta
Injecta paranóia e ilusão no meu estimado coração
Sem chão, sem lar, é o que eu sou
Nessa existência da treta, uma peça obsoleta que não lembra nem ao menino Jesus
Areia demais para a minha camioneta porque meus horizontes não colidem com suas fontes
O nosso querer é uma cadeia que não se liberta não se ajusta não se consolida não vai além do que era suposto ir ao invés viver em profundo desgosto ou então sou eu o monstro da história e essa jóia a bela tagarela a mesma que deixa meu intimo em mazela e a questionar será que mereço ser tacho para uma panela tão decidida de si mesma tão cheia de vida que me faz crer que não é peta o que eu penso realmente eu sou areia demais para uma camioneta tão atraente e que do mesmo modo não me deixa indiferente ao seu evidente jeito de ser

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