segunda-feira, 27 de março de 2017
Amor maldito
Teu coração não olhou a meios na hora de pegar o meu
Mesmo sabendo que existiam tantos outros à sua volta
Foi este que de um jeito deveras intrínseco, te comoveu
Então agora peço que ouças essa minha sentida revolta
Eu quero ser o escolhido não porque dou ares de popular
Mas porque sou alguém com sentimentos a dar que falar
Se não for por isso então eu dispenso todos os teus afectos
De nada vale ser amado se os termos forem os menos correctos
Por isso se não te importas deixa-me seguir com a minha vida
Voltar a ser palhaço de serviço que era, eu sinceramente, te peço
Não voltes a aparecer aqui dentro, de uma forma desprevenida
Se acatares esses meus sinceros pedidos eu juro que te agradeço
Já não sabia o que era ter ligação com teu corpo há uns quantos anos
Pensava que essa história de amor estava como deus manda, encerrada
Mas afinal eu descuidei-me pois o certo é que há uma porta escancarada
Essa mesma que a brincar a brincar me provocou prejudiciais danos
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