sábado, 23 de julho de 2016
Gelada pena
Me ferem na batalha
O soberano me condena
Tudo porque cometi uma falha
E agora pago uma gelada pena
Do lado oposto olhar insípido
Sobre o meu, já desfeito
Ríspido na hora de me ditar a sentença
E o meu eu, em tom derrotista na hora de por Deus possuir crença
Não tenho poder de escolha
Toda essa regalia vai para o ditador
Um ás em ditar sofrimento e dor
Sentença? Asfixiado em uma bolha
Refém daquela eminente bola de neve
Que pela serra nevada derrapa
Abafa o meu esplendor breve
Que de uma morte reservada já não escapa
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