quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Um nó na garganta

 

Tenho um nó preso na garganta
Que não sai assim com duas cantigas
Duas amigas, que moram no bairro de Alfama
Com quem eu quero viver um amor à moda antiga
O nó que tenho prendido na garganta
Não deixa que a marcha prossiga
Quando a vontade é mais que tanta
Que no nosso sonho se abra, a cortina
O nó que tenho prendido na garganta
Impede-me de viver a minha vida
Quanto mais que não seja
Ter uma amizade colorida
O nó que tenho prendido na garganta
Não é maior que esta minha arte de ser fadista
Quando não tenho forças ele me levanta
Sim, o fado me levanta do chão e assim o meu coração, ele conquista

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