domingo, 6 de setembro de 2020

Nunca um sem o outro


O anjo negro perdeu as suas asas

Murchou a orquídea negra de seu jardim

Duas almas penadas que já deram tudo de si

Que mais falta acontecer para se darem conta que não podem viver mais um sem o outro?


Não podem esconder mais o que sentem

Estes dois corpos que se repelem e que ao mesmo tempo se atraem

Na cidade fantasma 

Onde os sonhos nunca morrem, eles não podem viver mais um sem o outro


Um sem o outro

Um sem o outro

Um sem o outro

Um sem o 


As sombras não me largam para onde quer que eu vá

Minha alma só tem um único pensamento

Às vezes é difícil dizer o que está guardado há muito tempo

Mas eu vou arranjar coragem pois eu sei que não posso viver sem


Ah, ah, ah, ah

Ah, ah, ah, ah


Eu ando sob a tristeza

Eu tropeço na felicidade

Em caso de incerteza

Vou atirar-me para o chão e fingir que estou a ter uma crise de meia-idade


Já fui feliz a proteger as flores dos canteiros

Sei que foram felizes a crescer para mim

Chego à conclusão que somos uma cambada de fiteiros

Que não correm em busca daquilo que realmente lhes faz felizes


Um sem o outro 

Um sem o outro

Um sem o outro

Um sem o outro


As sombras não me largam para onde quer que eu vá

Minha alma só tem um único pensamento

Às vezes é difícil dizer o que está guardado há muito tempo

Mas eu vou arranjar coragem pois eu sei que não posso viver sem


Ah, ah, ah, ah

Ah, ah, ah, ah


Um sem o outro 

Um sem o 


Não podem esconder mais o que sentem

Estes dois corpos que se repelem e que ao mesmo tempo se atraem

Na cidade fantasma 

Onde os sonhos nunca morrem, eles não podem viver mais um sem o outro


As sombras não me largam para onde quer que eu vá

Minha alma só tem um único pensamento

Às vezes é difícil dizer o que está guardado há muito tempo

Mas eu vou arranjar coragem pois eu sei que não posso viver sem




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