domingo, 10 de setembro de 2017

Não me perguntes


Não me perguntes quem eu era
Se nem eu próprio tenho resposta para tal
Sei que apenas que não sou sentimental
Se continuares a insistir eu vou-te deixar à espera
Como tu no passado me deixaste a mim
Uma, duas, três, mas essa espera chegou ao fim
Sem ti sou a liberdade e o refém da mesma
Contigo a verdade que eu imploro que se erga
Mas sem ti é sempre a pontuar
Sempre a pontuar míseros zeros
Não me peças para recuar 
Porque nem eu mesmo sei o que era
Não me peças para te dar uma resposta sincera
Nem mesmo uma resposta fingida
Prefiro ficar calado
Desse jeito seguir comigo e só comigo o resto da vida

Nenhum comentário:

Postar um comentário