sexta-feira, 9 de junho de 2017

Roleta russa





A abertura foi para mim o momento mais alto
Pena que o mais importante é como tudo termina
As minhas lágrimas caíram sem tino pelo asfalto
E eu claro, juntamente com elas, levado à ruína

Minha vida deu uma volta de 180 graus
O vazio instalou-se no meu peito sem consentimento
Mas a culpa sou eu que a tenho, só via aquela criatura à frente, estava sedento
Nem tomei atenção ao perigo, acabei atacado sem dó pelos temíveis lacraus
Tenho os olhos fechados, no entanto sinto o bater do meu coração
Isso é sinal que ainda há salvação!

Eu não me vou embora desse planeta
Sem antes explicar minha repentina paixoneta
Deixa o amor entrar porque eu estou desmedidamente carente
E dói-me profundamente saber que para ti, eu sou indiferente
Até, quando ponho a minha existência em risco no célebre jogo da Roleta russa

Se eu não te amasse não estava diante do teu olhar
Em contrapartida na rua, sem piedade a te difamar
Deixa o amor entrar porque eu estou desmedidamente carente
E dói-me profundamente saber que para ti, eu sou indiferente
Até, quando ponho a minha existência em risco no célebre jogo da Roleta russa

Como posso ser egoísta, se sempre pensei em nós
Não há quem resista a tal afirmação atroz
Para que saibas, eu fui longe demais na minha loucura
Bebi para esquecer, agora estou a cambalear que nem um perdido mas ninguém me segura

Minha história é a mesma que a do Pedro e do lobo
Quanto mais a gente mente mais ninguém acredita no tombo
Então é compreensível da sua parte toda e mais alguma desconfiança
Chega um ponto que cansa
Estender sem más intenções a mão
Para no fim ser apedrejado com uma pedra no pulmão

Eu não me vou embora desse planeta
Sem antes explicar minha repentina paixoneta
Deixa o amor entrar porque eu estou desmedidamente carente
E dói-me profundamente saber que para ti eu sou indiferente
Até, quando ponho a minha existência em risco no célebre jogo da Roleta russa

Se eu não te amasse, eu não estava diante do teu olhar
Em contrapartida, na rua, sem piedade a te difamar
Deixa o amor entrar porque eu estou desmedidamente carente
E dói-me saber que para ti, eu sou indiferente
Até, quando ponho a minha existência em risco no célebre jogo da Roleta russa

Roleta russa

Eu não me importo de repetir num máximo de mil vezes que venho em paz
Diz-me que não sentes o mesmo por mim se fores capaz
Custa-me imaginar que estou a dar um passo atrás
E dói-me saber que para ti, eu sou indiferente
Até, quando ponho a minha existência em risco no célebre jogo da Roleta russa

Eu não me importo de repetir num máximo de mil vezes que venho em paz
Diz-me que não sentes o mesmo por mim se fores capaz
Custa-me imaginar que estou a dar um passo atrás
E dói-me saber que para ti, eu sou indiferente
Até quando ponho a minha existência em risco no célebre jogo da Roleta russa

Eu não me vou embora desse planeta
Sem antes explicar minha repentina paixoneta
Deixa o amor entrar porque eu estou desmedidamente carente
E dói-me saber que para ti, eu sou indiferente
Até, quando ponho a minha existência em risco no célebre jogo da Roleta russa

Roleta russa
Roleta russa
Roleta russa
Oh não, Roleta russa


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