segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Stop desrespeito!






Eu já fui muito boa pessoa, nesse momento não sou
O tempo passou, da mesma forma o vento mudou
Ainda assim cá estou para confirmar uma vez mais
Que dar amor e carinho ao próximo nunca é demais
Resumindo e concluindo, peço nessa hora menos ais
Até porque nem todo mundo se comporta de jeito igual
Há quem seja heterossexual, bissexual, assexual, homossexual
Não há porque ter medo de ser diferente
Mas sim, de ser como toda a gente
Então eu apelo à presença do respeito
Que não me apontem o dedo como há muito tem feito
Que não cuspam no prato onde tem tirado proveito, como há muito tem feito

Caramba, não faria mal um pouco de civismo
Por isso parem de uma vez por todas de fazer peito
Ouviram bem, não faria mal um pouco de civismo
Por isso parem de uma vez por todas de fazer peito
Por isso deixem-se de racismo, o que nos últimos tempos mais tem feito
Esse cataclismo tem sido o que nas últimas décadas mais tem feito
Caí no abismo, por culpa do que tem feito, Caí no abismo

Triste por saber que não existe fuga possível
Que o declínio é tudo o que resta
Eu não acho, eu considero inadmissível
Virem com cara de pau de desmentir sua atitude como se eu comesse gelados com a testa
Todos conhecem a má fama deste cubículo
Não consta em si qualquer vínculo
Meia dúzia de membros fingindo ser uma família feliz
Estou mesmo a ver, lá vão dizer quem o diz é quem é

Caramba, não faria mal um pouco de civismo
Por isso parem de uma vez por todas de fazer peito
Ouviram bem, não faria mal um pouco de civismo
Por isso parem de uma vez por todas de fazer peito
Por isso deixem-se de racismo, o que nos últimos tempos mais tem feito
Esse cataclismo tem sido o que nas últimas décadas mais tem feito
Caí no abismo, por culpa do que tem feito, Caí no abismo


Pensam que é fácil viver num corpo que não se ajusta
Caso para dizer que a vida é injusta
Porque qualquer sítio que rumo lá estão uma dúzia de facas apontadas nas minhas costas
Ainda mais, de no fim me perguntarem, porque raio ripostas tu
Só digo, e que tal meterem as perguntas no vosso cu

Não devo nada a ninguém
Tenho o direito de querer viver em liberdade
E não, de viver refém
De quem ainda nem atingiu a fase da puberdade
É com cada criatura que um gajo tem de aturar
Hoje decidi e não estou para quem quer que seja
Porque se eu olhar nos seus olhos não me vou conseguir segurar
Então vou antes rezar na igreja
Meu senhor, eu não cometi nenhum pecado mortal
Antes pelo contrário, sou a maior vítima
Estou a ser alvo de um enorme mal
Querem provocar no meu corpo um bombardeamento como o do Hiroxima
Você sabe que eu costumo agir de cabeça quente
Se vierem na minha frente eu não vou recuar
Em contrapartida entrar a atentar contra a sua vida
Creio que mereço, permaneci muito tempo de bico calado
Só Deus ainda não tomou conhecimento que já passei há que séculos para o outro lado
Na esperança que não se perca o legado
Dar tudo de mim como quem diz no amor e na guerra vale tudo
Pistolas, pedras, caçadeiras, navalha, língua, manipulação no seu melhor
Caso para dizer que aqui é mentira existir jogo com o coração
Cabeça fria até até mais não é esse o espírito
Nem pensar que nessa história eu vou ser o acólito
Mas sim o tipo que ganha todas as casas do monopólio
O que faz mais maldades que o Hipólito da novela amanhecer
Aconteça o que acontecer, garantir a mim mesmo que chego ao pódio
Deixando-me assim consumir pelo ódio até meu intimo deixar de bater

Não faria mal algum um pouco de civismo, logo parem de uma vez de fazer peito
Ouviram bem, não faria mal um pouco de civismo
Por isso parem de uma vez por todas de fazer peito
Por isso deixem-se de racismo, o que nos últimos tempos mais tem feito
Esse cataclismo tem sido o que nas últimas décadas mais tem feito
Caí no abismo, por culpa do que tem feito, Caí no abismo


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